Fui de má vontade assistir a palestra com o Serginho Groisman. Ora, era por causa dele que eu perdi a aula de Jornalismo Literário, a melhor aula da semana. Mas, como normalmente acontece, eu queimei a língua, e a palestra (argh, palavra horrível) foi extraordinária.
Não vou falar das histórias e situações que o apresentar contou, sempre com um humor finíssimo que nem sempre era entendido, nem dos momentos interessantes de interação com a platéia, e nem da pagação de pau. Vou destacar apenas alguns pontos jornalísticos apontados por Groisman, que são ainda mais relevantes se levarmos em consideração o veículo em que trabalha.
- Serginho diz que a televisão é um veículo superficial. Quem quiser se manter informado, não pode depender ela. As matérias de dois minutos não dizem nada. Ora, é isso mesmo que penso. O telejornalismo é o modo mais superficial de informar as pessoas, e não raro, apenas desinforma.
- O apresentador lembrou de um caso escabroso do Aqui Agora, quando estavam transmitindo ao vivo uma moça em cima de um prédio, querendo se jogar. E os manés transmitiram em rede nacional o seu suicídio. Serginho questiona até que ponto o jornalismo matou aquela guria. Até porque, se a guria tivesse certeza de que queria se matar, já teria se jogado bem antes. Ao contrário, estava indecisa. Aí olha pra baixo e vê uma câmera de televisão virada pra você. O caso havia se tornado público. Era preciso pular. E ela pulou. Bem, o Aqui Agora é antecessor do jornalismo da Record.
- O site do Altas Horas está errado. Televisão e internet precisam convergir urgentemente. De que adianta ver no site aquilo que já foi visto na televisão? Serginho quer fazer um site com o “espírito” do programa, e não com a sua reprodução.
- Há uma necessidade muito grande de unir entretenimento com informação. O Altas Horas tenta fazer isso, mais do que acontecia no Programa Livre. É uma saída bem interessante mesmo. Serginho diz também ter várias restrições quanto à programação do veículo em que trabalha.
- Por falar em Globo, concordei com ele quando falou que essa história de manipulação das mentes é balela. Um caboclo perguntou sobre a capacidade da emissora em alienar as pessoas. Serginho então perguntou se ele assistia a Globo. “Esporadicamente”, respondeu. “E esporadicamente você é alienado?”, devolveu. Essa história de achar que a Globo é responsável por todas as mazelas da sociedade já encheu.
- Serginho contou histórias que ilustram bem o jogo de cintura que o apresentador precisa ter ao mediar determinadas entrevistas. Quando não é a platéia que faz pergunta desagradáveis, é um Lobão da vida que solta o verbo.
- Outro ponto importante foi a liberdade apontada pelo apresentador ao descrever a principal característica para fazer um programa. Quando esteve no SBT, duvidou que encontraria a mesma liberdade que teve na Cultura. Pois encontrou, e diz que também na Globo é livre para fazer o seu programa.
- Groisman teve um projeto audacioso quando entrou na Globo. Fazer um programa da meia-noite às quatro horas da manhã, de sábado pra domingo, com links pelo Brasil inteiro. Agora ele acha absurdo, mas na época achou que poderia ser interessante.
Henrique, será que vc poderia me passar os nomes dos livros (ou textos, xerox) ou o plano de ensino (não tenho mais acesso) do que vocês estão estudando em Jornalismo Literário?
Até mais =D
Dani
De verdade sim! mais que nao adora acistir o Jornal nacional? or o fantastico?
E claro que hoje temos a internete que torno tudo mais facil!
Algum jornalista ai interecado em faser uma materia no mew website que sera Publicado no dia 1 de agosto??? Recompensa! aqui
Atualiza! Atualiza!