Alguns mais xeretas, como é o meu caso, descobriram um blog na internet em que o padre se pronuncia sobre as suas peripécias:
http://danielsantos.org/arquivos/2008/04/05/a-resposta-do-padre-voador-paranaense/
O autor do blog transcreve emails que recebeu do Padre Adelir (ou Aderli) cerca de um mês antes dele sumir. E o padre diz, entre outras coisas:
“Ainda hoje estive reunido em Curitiba com o Tenente Coronel Rocha Filho, do SINDACTA II, para tratarmos sobre a questão do espaço aéreo para o evento. Sempre tento agir de forma consciente e responsável. Sou Padre da Diocese de Paranaguá. Minha formação: Filósofo, Teólogo, Pós-Graduado em Comunicação Socia, e Pós-Graduando em Counseling (Aconselhamento Pastoral). Quando eu estava cursando a 7ª série, tive contado com os balões de gás hélio. Isto ocorreu na Escola e de lá para cá, passaram-se uns bons anos. Depois que me dediquei ao para-quedismo e parapente, iniciei minha expereiência com os balões. Todos que viam eram unânimes em afirmar não ser possível voar com as “bexigas”. Contra qualquer opinião, fui testando-os e catalogando os resultados. Desta forma, em outubro de 2007, fiu para a cidade de Ampére por estar fora do mar e ser mais seguro.”
As acusações mais leves feitas contra o padre dizem respeito justamente a uma suposta ”irresponsabilidade”. Como se vê pela citação acima, ele se considerava responsável e consciente das atitudes que tomava. Por outro lado, a última frase, destacada em negrito, faz ver que ele escolheu um cidade longe do mar na primeira viagem. Não é o caso, naturalmente, de Paranaguá. Será que o sucesso dessa aventura não fez com que se descuidasse do risco do mar na sua segunda tentativa, somado ao fato do grande apelo popular que encontrava em sua Paróquia?
Curiosidade: O Google retorna 10.900 resultados para “Padre Adelir”, mas também 655 para “Padre Aderli”. A pressa faz os jornalistas criarem muitos anagramas.